sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

TRINTA MINUTOS
 
Pouco tempo...
Muito pouco tempo...
Tenho apenas um pequeno tempo...
Infinitamente mísero esse tempo.
 
Quase não cabe,
Nesse pequeno interlúdio
Espaço para dizer
Que sempre há como.
 
Demora, às vezes, para passarem dias e noites
Tende-se a adiar, a adiantar, a atrasar, a não ir
Quando o relógio não avisa
Sobre como tudo muda num pequeno tempo.
 
Tempo de palavras... de quereres...
De dizer e de ocultar também
Mas no fim, sempre perto do fim
O que se foi, ficou.


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