Meu corpo ocupando um pequeno espaço momentaneamente
As ruas gigantes e longas
As paredes tão altas e as cúpulas antigas inalcançáveis
Pessoas, muitas pessoas, andando, correndo em suas vidas
E eu, um pouco ali, sem modificar nada com o espaço que meu corpo ocupava
Palavras ouvidas, tão incompreensíveis
Todo o mundo começava ali e terminava
Não sei se estava triste ou alegre diante das tantas árvores e alguns canteiros de flores
Queria ter visto a sala de estar, as camas e suas cobertas
A cozinha e os seus apetrechos.
Budapeste foi contada
Suas pontes visitadas
Seus monumentos confirmados
Imaginei Budapeste num dia de chuva, cinza e mais frio
Imaginei as crianças na rua
As casas vermelhas, amarelas e azuis
Não, não seria mais a mesma cidade
Deixo Budapeste ser quem ela sempre foi.


