Nas tardes de verão, a procurar as goiabas no ponto
Não sei mais fingir um papel que não tenho a cumprir antes da hora
As canoas ficaram pequenas
As árvores pararam de encantar
Não sou mais ingênua e perdi minha imaginação na passagem dos anos
Não sei mais me arriscar e ficar sem medo
Ajo como se minha vida pudesse ser redesenhada se eu me comportar
A inocência ficou e eu segui tão consciente
Se eu fugir com minha trouxinha de roupa
Ficarei a pensar o tempo todo
Que mamãe vai brigar
Então eu fico e me resigno a sorrir
Quando aqui dentro o desejo deve ser sublimado
Como um cisne que virou ganso cinza.
