
Sento em frente à janela de minha alma.
E me pergunto em que fase estou.
Aliás, onde estou?
O que aconteceu com meu pensamento?
Meu corpo de contorce para dentro.
Meus braços e pernas diminuíram.
Tudo encolheu ao meu redor e eu me limitei.
Só posso falar desse fragmento de tempo
que eu sinto tão regular e sereno.
O mundo cabe nessa cama em que deito.
Desejos cerraram as portas.
Eu só quero terminar esse pensamento.
Moro nessa fase de minha vida.
E, resignada, aceito meu viver morno.
Ainda assim, tudo parece bem.
De 27/10/08 *Este texto pode ser lido do fim para o começo, gravitando em torno do ponto de luz, numa noite muito escura.
