segunda-feira, 7 de julho de 2025

UM LUGAR EM PRAGA

 



Um conglomerado de prédios, que não ultrapassam quatro andares, visto de cima, sem estar num avião, nem em um balão, muito menos fotografado por um drone.

Era eu, extasiada, com a câmera do celular ligada, sobre um viaduto, a registrar o lugar. Um parque arborizado ao lado, ruas em linha reta, paralelas, não muitas, exatamente na mesma ordem. 





 E esse trecho da cidade foi o que me marcou em Praga. Essa regularidade, essa repetição, essa ordem nas edificações, esse padrão na vida de moradores que eu desconheço. 







DEVAGAR

 



Aqui dentro uma explosão eu experimentei

Lá fora nada quero, sou pequena, sou fugaz

Prendo o pensamento para viajar no lugar de ficar

As asas bateram livres

Nada posso querer agora. 


Perdi o minuto, a falta, o manto, a luz

Ganhei o porquê, da tristeza, da dor do não saber

O dia carrega luminosidade, enche as horas vazias de calor

A noite quer viver. 

Seu cheiro embriaga, altera o ar, venta devagar, distribui o não ver.