Não tenho exatamente paixão por carros. Vejo-os como uma comodidade a qual eu aprendi depender. Não presto atenção à marca e nem a quantos quilômetros ele pode disparar em oito segundos. Tenho apenas uma exigência para com carros: não me deixem na rua!
Nesse item tenho sido atendida. Porém, ando me sentindo confusa sempre que guio meu carro. Meu carro e minha vida. O carro da minha vida. Como guiar um carro pode ser similar a guiar a própria vida?
Quando estou no trânsito, há sempre o medo de fazer algo que cause dano ao meu veículo e ao veículo alheio. Por vezes cometo atos impensáveis ao bom senso. E depois fico me culpando e tendo aquela sensação de que por um fio não me envolvi em um acidente por pura imprudência.
Quando estamos nos movimentando nas ruas, em nossos carros, sabemos que uma manobra indevida vai ter resultados desastrosos e imediatos. Mas em nosso dia-a-dia as manobras equivocadas nem sempre são sentidas com imediata consequência.
Passei a vida fazendo trapalhadas nos carros que dirigi mas nunca me pareceu tão óbvio que era também assim que eu vivia. Essa sensação é constante.
De qualquer modo, tento dirigir melhor meus atos ainda que ao dirigir um carro, sempre de novo me invade a sensação de incapacidade e de perigo iminente.
domingo, 27 de junho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
A legitimidade dos problemas humanos
Para o outro, eu sou um problema ou que desperta interesse ou que causa atitude de desdém.
Todos, uma vez ou outra, fizemos papel de tolos.
E parecemos muito tolos à medida que vamos nos expondo.
O encantamento dá lugar ao complexo processo de conhecer.
Ninguém pode apenas ser bonito ou ser totalmente desprezível, salvo poucas exceções.
Ainda que nos sintamos perdidos
Ainda que nos experimentemos desamparados
Ainda que pareçamos inúteis
Só pode haver uma explicação: esperava que o outro me aceitasse com todas as minhas mazelas. E que conseguisse fazer com elas o melhor.
Observemos ... nossos problemas não carecem de julgamento. São genuínos.
Todos, uma vez ou outra, fizemos papel de tolos.
E parecemos muito tolos à medida que vamos nos expondo.
O encantamento dá lugar ao complexo processo de conhecer.
Ninguém pode apenas ser bonito ou ser totalmente desprezível, salvo poucas exceções.
Ainda que nos sintamos perdidos
Ainda que nos experimentemos desamparados
Ainda que pareçamos inúteis
Só pode haver uma explicação: esperava que o outro me aceitasse com todas as minhas mazelas. E que conseguisse fazer com elas o melhor.
Observemos ... nossos problemas não carecem de julgamento. São genuínos.
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