terça-feira, 12 de novembro de 2024

PENSAMENTOS INESPERADOS

                                                                         


 

Hoje é um desses dias em que me passam lampejos rápidos a respeito da qualidade da minha vida, coisa que leva às vezes dias e dias sem acontecer. 

Simplesmente acordo e depois tenho esses pensamentos sobre o quão interessante é ser o que sou e estar onde estou, entre escolhas e liberdade de que poucos desfrutam.

Eu "devia" ganhar mais dinheiro. Porém, se ganho, perco meu tempo livre. Antes mesmo estava deitada no sofá, tirando uma pequena soneca. Se tivesse trabalho a cumprir, como sentiria essa liberdade de dormir como os bebês?

Eu "devia" poder consumir mais produtos. Porém, ao consumir estou deixando de desprezar os apelos comerciais que hoje escravizam a maioria das pessoas. Será só o essencial para comer?

Academia para ganhar músculos? Talvez, mas a idade das pessoas está no rosto. E o rosto reflete cansaço, fadiga mental e o estresse do trabalho. Assim, caminhar. Se puder ir sorrindo...

No fim de tudo sempre vai ficar a questão: se tens pouco, como tens gasto o pouco para ser alegre?

A infelicidade é um experimento que fracassa se há pequenas coisas que gostamos de ter.  Um livro que muito quero ler é um bom presente para mim mesma. Uma boa xícara de café à beira do trajeto da caminhada fará toda a diferença. 

A coisa mais difícil é pensar sem martírios, como contentar-se com um corpo que se movimenta sem  dores. Sinal de equilíbrio. Por isso, essa é uma das primeiras insuficiências do avanço da idade.

Cada um que ache seu caminho. Eu, às vezes, penso nisso.