Hoje é um desses dias em que me passam lampejos rápidos a respeito da qualidade da minha vida, coisa que leva às vezes dias e dias sem acontecer.
Simplesmente acordo e depois tenho esses pensamentos sobre o quão interessante é ser o que sou e estar onde estou, entre escolhas e liberdade de que poucos desfrutam.
Eu "devia" ganhar mais dinheiro. Porém, se ganho, perco meu tempo livre. Antes mesmo estava deitada no sofá, tirando uma pequena soneca. Se tivesse trabalho a cumprir, como sentiria essa liberdade de dormir como os bebês?
Eu "devia" poder consumir mais produtos. Porém, ao consumir estou deixando de desprezar os apelos comerciais que hoje escravizam a maioria das pessoas. Será só o essencial para comer?
Academia para ganhar músculos? Talvez, mas a idade das pessoas está no rosto. E o rosto reflete cansaço, fadiga mental e o estresse do trabalho. Assim, caminhar. Se puder ir sorrindo...
No fim de tudo sempre vai ficar a questão: se tens pouco, como tens gasto o pouco para ser alegre?
A infelicidade é um experimento que fracassa se há pequenas coisas que gostamos de ter. Um livro que muito quero ler é um bom presente para mim mesma. Uma boa xícara de café à beira do trajeto da caminhada fará toda a diferença.
A coisa mais difícil é pensar sem martírios, como contentar-se com um corpo que se movimenta sem dores. Sinal de equilíbrio. Por isso, essa é uma das primeiras insuficiências do avanço da idade.
Cada um que ache seu caminho. Eu, às vezes, penso nisso.


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