O QUE EU QUERO?
Todas as mulheres querem escolher.
Eu sou uma mulher.
Portanto... quero escolher.
Mas eu não sei o quê!
Uma história que envolve o Rei Arthur pode ser minha metafórica caricatura.
Estou feliz por ter uma história. Na verdade, uma escolha.
E enquanto a vida se ocupa de me ocupar, eu penso ...
Tendo a discordar da resposta que me ocorre.
A situação se mostra adversa.
Onde parece que aflora o sonho
Aflora a triste dúvida.
Detesto a ideia
de ter de contar a história.
Queria que ela fosse de conhecimento
Que as bruxas viessem em meu socorro
e reconhecessem que está difícil.
Sempre aquela ideia:
Cuidar da própria vida.
Seguir, mesmo que solitária.
Escolhendo-me, antes de tudo.
Mas e os momentos em que me sentir perdida?
O que me escolho?
De dia, príncipe exuberante? De noite, inútil figura?
De noite, lancinante abraço? De dia, fugidia vida?
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
domingo, 4 de novembro de 2012
Lá fora tem tanta coisa...
Tem o vento que, na sua invisibilidade, consegue balançar a cortina
Tem o latido de cão de minha longínqua memória
Tem a criança gritando histérica sua alegria ao domingo
Tem o papagaio a enganar a voz humana
Tem o ruído do motor dos carros apressados
Tem o som familiar da casa do vizinho
Tem o ganido estrangulado do cachorrinho preso.
Aqui... dentro de mim... só tem o medo
de ter de ouvir um mundo que pulsa lá fora
por entre o emaranhado de minha estranha
sensação de apartamento.
Tem o vento que, na sua invisibilidade, consegue balançar a cortina
Tem o latido de cão de minha longínqua memória
Tem o papagaio a enganar a voz humana
Tem o ruído do motor dos carros apressados
Tem o som familiar da casa do vizinho
Tem o ganido estrangulado do cachorrinho preso.
Aqui... dentro de mim... só tem o medo
de ter de ouvir um mundo que pulsa lá fora
por entre o emaranhado de minha estranha
sensação de apartamento.
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