Mundo. mundo... Por que você não me surpreende? Ainda no agora?
Essa solidão peculiar... Essa força comovedora de quem tem mais visão quando olha debaixo.
Costumeira indecisão. O que fazer com a realidade? Ela se faz, ora.
Os ventos, ainda que parados aqui, sopram em outros lugares. Acariciam outras faces.
A hora que passa muda a brisa. Tudo, de repente, se move. Dentro, a mesma sensação.
Onde está a mãe verdadeira? Aquela que se afastou e começou a ver de longe minha vida aqui.
Que coisas diria?
Será que seu olhar seria outro?
Essa é, surpreendentemente, minha melhor expectativa para quando não houver mais fome mundana.
A noite não é só essa noite. O dia não é mais o dia que sempre foi. Tem de ser outro, diferente, espero...
Agarro as forças que me restam. Mas que vida que não me surpreende!
