segunda-feira, 15 de abril de 2019

Tudo igual



Mundo. mundo... Por que você não me surpreende? Ainda no agora?
Essa solidão peculiar... Essa força comovedora de quem tem mais visão quando olha debaixo.
Costumeira indecisão. O que fazer com a realidade? Ela se faz, ora.

Os ventos, ainda que parados aqui, sopram em outros lugares. Acariciam outras faces.
A hora que passa muda a brisa. Tudo, de repente, se move. Dentro, a mesma sensação.
Onde está a mãe verdadeira? Aquela que se afastou e começou a ver de longe minha vida aqui.

Que coisas diria?
Será que seu olhar seria outro?
Essa é, surpreendentemente, minha melhor expectativa para quando não houver mais fome mundana.
A noite não é só essa noite. O dia não é mais o dia que sempre foi. Tem de ser outro, diferente, espero...

Agarro as forças que me restam. Mas que vida que não me surpreende!

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