terça-feira, 12 de agosto de 2025

BUDAPESTE: o monumental e a insignificância do olhar que registra











Estive em Budapeste.

Uma sensação triste e incomensurável


Meu corpo ocupando um pequeno espaço momentaneamente

As ruas gigantes e longas

As paredes tão altas e as cúpulas antigas inalcançáveis

Pessoas, muitas pessoas, andando, correndo em suas vidas

E eu, um pouco ali, sem modificar nada com o espaço que meu corpo ocupava

Palavras ouvidas, tão incompreensíveis

Todo o mundo começava ali e terminava

Não sei se estava triste ou alegre diante das tantas árvores e alguns canteiros de flores

Queria ter visto a sala de estar, as camas e suas cobertas

A cozinha e os seus apetrechos.

Budapeste foi contada 

Suas pontes visitadas

Seus monumentos confirmados

Imaginei Budapeste num dia de chuva, cinza e mais frio 

Imaginei as crianças na rua

As casas vermelhas, amarelas e azuis

Não, não seria mais a mesma cidade

Deixo Budapeste ser quem ela sempre foi.




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