"O escritor está sempre escrevendo", afirma Rosa Montero, (principalmente, digo eu), continua ela, "quando não está com o lápis e o papel na mão". Como não escrever mentalmente diante de lugares como esse?
E quanto pesar em meu corpo pela efêmera passagem, pela falta de tempo e de destreza para memorizar as sensações sentidas diante das cores, dos cheiros, dos jeitos das coisas vistas! O escritor volta com um texto em imagens, capturadas porque elas contém o texto invisível de seu devaneio.
Escrever é um ato de coragem e boa vontade. Tenho freios e invento desculpas para não me aproximar do caderno e da caneta. Escrever nunca pode me parecer uma obrigação quando se refere a minha escolha. É... "todos escrevemos sobre o que os outros já escreveram" diz Montero, ao ler Sergio Pitol. Eu acho que um diário foge um pouco disso porque a vida de cada um é única. Procurei, nos últimos dez anos, escrever em formato de diário para garantir alguma originalidade, ainda que, o que escrevi é a milionésima repetição de todos e de tudo o que me precedeu.








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