segunda-feira, 8 de setembro de 2025

SE EU VOLTAR... AINDA ENCONTRAREI POR LÁ AS PALAVRAS QUE NÃO ESCREVI

 "O escritor está sempre escrevendo", afirma Rosa Montero, (principalmente, digo eu), continua ela, "quando não está com o lápis e o papel na mão". Como não escrever mentalmente diante de lugares como esse?



 E quanto pesar em meu corpo pela efêmera passagem, pela falta de tempo e de destreza para memorizar as sensações sentidas diante das cores, dos cheiros, dos jeitos das coisas vistas! O escritor volta com um texto em imagens, capturadas porque elas contém o texto invisível de seu devaneio. 



Escrever é um ato de coragem e boa vontade. Tenho freios e invento desculpas para não me aproximar do caderno e da caneta. Escrever nunca pode me parecer uma obrigação quando se refere a minha escolha. É... "todos escrevemos sobre o que os outros já escreveram" diz Montero, ao ler Sergio Pitol. Eu acho que um diário foge um pouco disso porque a vida de cada um é única. Procurei, nos últimos dez anos, escrever em formato de diário para garantir alguma originalidade, ainda que, o que escrevi é a milionésima repetição de todos e de tudo o que me precedeu. 






Nenhum comentário:

Postar um comentário