domingo, 1 de novembro de 2009

Schopenhauer e o que ele me faz perguntar


Ou, para pensar, basta um querer ou, para pensar, é necessário muita leitura.

Seria interessante admitir que não se consegue escrever, ao invés de enganar os leitores de que se tem algo a dizer.

Será o que escrevo é uma desculpa para falar do vazio que pode representar a vida para certas pessoas? Será, por isso, que eu acho ridículo o que dizem sobre a beleza da vida?

Mas, para que afinal ensino? O que vai na frente? O que importa que eu esteja ensinando? É possível que a obrigação seja tão assustadora que me faz parar de questionar o valor da função de ensinar? Poucos vão me responder...

É possível ensinar uma forma de viver e não acreditar nela?

Ora, se o que leio e escrevo não deveria servir mais aos outros do que a mim mesma, então os escritores correm o risco de serem pouco lidos, porque todos os leitores devem formular suas ideias. E porque me dá satisfação perguntar tanto?

Talvez, quem escreva, queira, ainda que não transpareça, dar um pouco de estímulo a sua própria existência.

E se o que escrevo não serve a mais ninguém, senão a mim mesma?

Nenhum comentário:

Postar um comentário