* Eu sei que não será, nem de longe, como merece ser ou como deveria ser. Mas como dizia uma de minhas professoras do Mestrado "Eu planejei. Às vezes fica uma ... mas eu tentei".
O que hoje me leva a escrever não é recente, ao contrário, pedia umas palavras faz tempo.
Mas ainda agora falta-me algum elemento dessa história.
(A falta sempre remete a uma incompletude que maltrata o mínimo do contentamento).
Talvez esteja eu despreparada para entrever na vida alheia o que salta e que poderia ser pego para compor este texto.
No fim do dilema eu sei que, por desfecho, gostaria de encontrar o pintor Cândido Portinari para perguntar-lhe o que havia no ato de pintar seus quadros de tão visceral a ponto de continuar o seu trabalho, mesmo diante da iminência de um possível envenenamento.
Deveria, sobretudo invocar uma outra vida, que coloco lado a lado com Portinari, quando compartilha com ele a coragem de morrer, se for preciso, por seu destino escolhido.
Esta é, afinal, a história.
Estas são, no meu querer, duas histórias similares.
As vidas destas duas pessoas é que me faz perguntar sobre o sentido que cada um desenha/discursa dar à sua existência.
Eu já aprendi que as pessoas do entorno, seja um filho, um companheiro ou uma amiga querida não mudarão nenhuma das decisões que a pessoa escolheu para conferir sentido aos seus atos.
E antes de chegar ao fim desta tentativa de escrever, dei-me conta de algo que não conseguia ver há dez minutos: de repente o sentido da vida está na obra e não no seu autor.
Por isso, o subtítulo acabou de elucidar o sentido da vida de cada um.
Vida revelada na obra ou vida apesar da obra.
O que você anda escolhendo?
quinta-feira, 25 de abril de 2013
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