Agora é outra coisa. Agora é outra vez. Agora eu tenho catorze anos. Eu vou crer.
Minha mãe tentou. Levou-me à igreja e me fez ficar, a saber do que falavam e diziam, que crer era preciso. Crer dava aconchego e sabor. Depois tudo seria mais bonito.
Minhas pernas caminharam por estradas vazias e todas me levaram ao silêncio do nada. Não retornei. Não me fiz feliz nessa caminhada.Muito se passou...
Retorno agora a perguntar-me se desisti.
Na minha resposta sempre existirá a revogação da negativa.
Quando se busca o amor, melhor encontrá-lo nos reticentes.
Desta fronteira vital beberei e me saciarei.
Este texto é dedicado a Lincoln.

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