domingo, 21 de abril de 2013

Aventuras vitais em busca de um amor: procure os reticentes*

No dia 20 de outubro de 2009, sob o título "A última fronteira humana", uma mulher escrevia sobre a revogação definitiva de sua insistente descrença acerca da demanda coincidente que intercepta dois seres humanos, ao mesmo tempo, de sentirem-se sintonizados.  E, com isso, desistiu de parar de pensar e resolveu começar a viver por esse caminho.

Agora é outra coisa. Agora é outra vez. Agora eu tenho catorze anos. Eu vou crer.

Minha mãe tentou. Levou-me à igreja e me fez ficar, a saber do que falavam e diziam, que crer era preciso. Crer dava aconchego e sabor. Depois tudo seria mais bonito.

Minhas pernas caminharam por estradas vazias e todas me levaram ao silêncio do nada. Não retornei. Não me fiz feliz nessa caminhada.

Muito se passou...

Retorno agora a perguntar-me se desisti.
Na minha resposta sempre existirá a revogação da negativa.
Quando se busca o amor, melhor encontrá-lo nos reticentes.
Desta fronteira vital beberei e me saciarei.


Este texto é dedicado a Lincoln.

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