quarta-feira, 19 de maio de 2010

Sobre o prazer de estar consigo mesmo

"Minha solidão não tem nada a ver com a presença ou ausência de pessoas. Detesto quem me rouba a solidão, sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia" (Friedrich Nietzsche).

Leva-se um bocado de anos para chegar a gostar de sua própria companhia. Há pessoas que nunca o conseguirão. Tenho uma certa inveja e um pouco de pena delas. Inveja, porque continuam alimentando a ilusão de que em algum momento chegará alguém que ficará com elas para sempre. Pena, porque perdem tanto tempo antes de constatar que é possível sorrir quando se está consigo mesmo.

Talvez o mais difícil mesmo seja viver amenamente a vida. Nem foguetes e champanhe nem dor e lágrimas. Apenas menos emoções dilacerantes, porque, convenhamos, nunca estaremos tão seguros e felizes do que quando nos contentamos com nossa própria companhia.

O pensamento do filósofo aguça, ao meu ver, apenas uma versão: aquele que quiser me fazer companhia, que o saiba sê-lo. Caso contrário, fique onde está agora.

Nenhum comentário:

Postar um comentário