"Nada merece nosso esforço, todas as coisas boas são apenas vaidades, o mundo é uma bancarrota e a vida um mau negócio, que não paga o investimento. Para ser feliz, é preciso ser como as crianças: ignorante". Autoria atribuída a Arthur Schopenhauer, bem poderia sair de minha boca, ainda que na esquina houvesse uma dúzia de pessoas indignadas com a ideia.
Qual o problema em ver a vida dessa forma? Eis a grande pergunta. Por que resistir à dor da verdade? Mas não há alguma pretensão de convencimento. Todos os que discordarem podem continuar lendo o texto de Charles Chaplin, que faz exatamente o contrário. Exalta o poder de escolha entre um bom e um mau dia. Não consigo ver vantagem alguma em escolher ser otimista. Tanto o pessimista quanto o otimista se desgastam por construir argumentos. Por isso, o melhor mesmo é de nada saber. O problema é que crescemos e aí vamos ter de escolher se ficamos com Chaplin ou Schopenhauer.
terça-feira, 18 de maio de 2010
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