domingo, 11 de setembro de 2016

Amanhã

O tempo caminha para o amanhã.
O que quero fazer com isso?
Talvez chorar sobre o passado como uma reação contrária ao plano de viver.
Talvez não pensar que apesar de tudo, tenho já tudo nesse pouco que é sempre o tudo.

Mas há algo que eu posso fazer: um pouco de esforço e uma certeza de que há uma grande importância no que posso realizar.
A pequena felicidade de me propor algo que posso fazer ou o que farei, será muito muito muito importante para o funcionamento de algumas vidas.

Senão isso, que trago em minhas mãos?
Quem pensa, quem pergunta, quem?
O do porquê das coisas serem como são?

Esse que faz e faz e nunca sabe o sentido. São interpretações tolas de quem quer adivinhar a vida dos outros. Não temos nada a fazer com o outro. O coração que não deve parar é o meu. A respiração é minha. A inconsciência é em mim que se oculta. Eu tenho apenas a mim mesma.

Diante dessa chuva de procuras, eu me acho e me dou paz para dormir hoje.

Lá fora, escuridão. Que significa ficar escuro? Que faço com a escuridão?
Agora, nada mais tenho a propor-me.

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