Tenho me conhecido pelos outros.
Pelo que os outros acumularam a meu respeito.
Faço parte de uma massa que intensificou-se nas certezas, tão frágeis e quebradiças, no fim.
Eu não me conheço e me sou tão familiar.
Cada gesto e pensamento que sai de mim eu nem reconheço.
Os outros me descrevem e eu me surpreendo.
Vou levantando desculpas e fugindo da padronização.
Mas eu sou assim, inegável constatação.
Tenho pensado em como seria nascer de novo para mim.
Que eu faria diferente?
Não há nenhuma necessidade de morrer e reencarnar.
Às vezes, tudo acontece aqui mesmo.
Acho-me agraciada pela vida: duas vezes
quinta-feira, 2 de abril de 2015
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