sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O que você é capaz de fazer por alguém?

Acabei de ouvir Frejat cantar aquela canção "Por você".
Seu conteúdo elenca uma série de loucuras ou quase isso que alguém poderia fazer por outra pessoa.
Recentemente tenho me convencido, com a ajuda de Martha Stout, que isso poderia ser caracterizado como atitude típica da exigência de um sociopata para com quem escolheu como sua vítima.

Quem faz as loucuras pelos sociopatas somos nós, seres de consciência e afetos.

A poesia, a música, enfim a arte faz um amálgama entre realidade e fantasia, que, quando bem dosado, é aquilo que faz dar sentido a nossas vidas. Ao contrário da doença social do maníaco. Bem longe da suposta fantasia hilariante e sedutora do sociopata.
Mas... o que faço por alguém, que se passa dentro do segredo dos meus pensamentos e não consigo contar a ninguém?
Quanta energia dispendo para alimentar minhas fantasias, no intuito de imaginar-me desejada por quem eu desejo?
Que responsabilidades adio para continuar me sentindo atrelada a quem eu acredito me dar hora dessas a mesma dedicação?
Por que me abstenho da maioria dos movimentos em direção ao meu prazer pessoal para não me distrair do que a pessoa nem me diz?
Como consigo me manter tão fiel à representação de que não ando paranoica?
Se a arte puder me respaldar não precisarei pensar que tudo foi loucura.
Pelo menos tentei me manter entre o real e a fantasia e, com isso, não entristecer tanto.

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