terça-feira, 21 de abril de 2020

Casas na Europa: segredos da imaginação


No ano de 2015 fiz minha primeira viagem à Europa. Fotografei inúmeras situações e lugares. Essas imagens guardo como um tesouro. Como para não esquecer que uma humilde professora, oriunda de uma comunidade remota de Jaraguá do Sul - Santa Catarina, pode atravessar o oceano de avião e visitar o continente dos meus antepassados. Neste sentimento não há nenhuma depreciação sobre o lugar onde moro. É algo de outra ordem. Uma identificação plantada pelos gostos das pessoas que me educaram e que não encontro aqui no meu país.

São cenas miradas nas quais não existe preocupação com foco, luz e ângulo perfeitos. São momentos quase que roubados do cotidiano das cidades, dos campos, dos monumentos, do movimento de pessoas. Dentre as fotografias, as que mais me dizem respeito estão aquelas que retratam as casas com seu entorno.

Estou em cada casa. No formato das janelas que de alguma maneira são tão ímpares e que me passam diferentes sensações. Como se uma felicidade fácil pudesse ser encontrada nessas aberturas tão diversas. Não sei definir bem o que eu sinto ao olhar as janelas de uma casa. Elas me falam segredos sobre a vida das pessoas que as criaram. Sobre como foram pensadas e arquitetadas para darem entrada da luz do sol, dos ruídos, dos cheiros e do ar do mundo. Há um desejo de morar por um dia nessas casas fotografadas. Principalmente porque mexem com minha imaginação.







                                                                                                                                                                                   




























Uma casa precisa de quem a habita. E quem habita uma casa acaba se ligando a ela pelos cuidados. Uma casa não resiste ao abandono. Não resiste à falta do humano. Uma casa é como a gente. 

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