Com seu senso fugidio, a brisa entra por esta janela
e me alivia o rosto do calor do verão.
Incontrolavelmente ela me remete a um lugar estranhamente familiar.
Não sei o que é essa sensação. Sou convidada a parar para imaginar tantas coisas!
Minha vida é um percurso que se desenrola como uma onda tímida, temerosa.
Percebo perdas e perdas. Percebo perspectivas e outras fases.
Uma descontinuidade tem se mostrado nas nuances que temo encarar.
Nada tem se apresentado em meu entorno como um destino.
As pessoas vão me deixando e indo para outras dimensões. O que elas estão a fazer lá?
Pergunto, nestas horas angustiantes em que vivo distraidamente um plano, o que tenho me reservado?
Vários lugares vêm com a brisa. Rostos, frases, sentimentos... o tempo transcorrido.
Uma certeza: não há muito tempo. Não haverá tempo para muitas descobertas, ainda que certos processos não adianta apressar. Fica tanta coisa por dizer, por fazer, por terminar.
Abrevio e me pego distraída facilmente. Mas não tanto quanto quase todo mundo.
domingo, 1 de fevereiro de 2015
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