domingo, 10 de agosto de 2014

Em preto e branco

Domingo, à noite, agora...
Penso...
Desespero-me...
Apazíguo-me...
Escrevo...
Vem palavras, vão palavras...
Apresso-me...
A vida tem passado!

O cotidiano me distrai de mim
Depois volto a me perceber
Quando me percebo
O tempo já se foi
Tenho saudade de algo
Da paz de um pensamento sem sofrimento.

Meu pensamento me faz sofrer
Carrega-me até as rugas das pessoas
Para quem o tempo passa tão rápido
Mas cá dentro de mim o tempo parou
Seguro nas pontas das horas do dia
E o dia amanhece, anoitece, vai embora
E eu não vivi suficiente.









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