Sempre nesta época do ano...
Ano após ano isso vem se repetindo.
Uma confusa sensação de desconforto em relação ao mundo.
Começo paulatinamente perceber uma agitação.
Parece que muitas pessoas esperam algo novo.
Algumas já sabem com segurança o que as tem alegrado.
Muito bem, que continuem alegres. Que culpam eles têm por se contentarem com tão pouco?
Mas eu não vejo nada de promissor.
Os enfeites para a próxima festa vem ocupando as mentes.
Façamos de conta que a data não existe.
É... a existência ficaria chata consideravelmente.
Nada me convence a pensar sobre essas manifestações preenchedoras de lacunas.
Grandes lacunas que a humanidade vem aprofundando cada vez que a data recomeça a colocar suas expectativas.
E eu lá... perguntando o porquê de tanta euforia.
Seria, a meu ver, tão mais simples terminar o ano com mais calma já que estamos todos cansados de tudo que fizemos todos os dias.
Mas não! O último suspiro de forças esgota o pouco que restou.
E se alguém se nega a comungar... ai desse!
Eu queria escolher participar ou não. Dificilmente poderei me declarar não adepta.
Serei exemplarmente arrastada pelos ânimos que terminam arrasadoramente no dia 25 de dezembro, quando o calor do verão não me deixar dormir ou curtir brisa.
Eu posso querer outra coisa para minha vida, mas não sem que todos ao meu redor exemplarmente me digam que sentem pena de meu desânimo. Desânimo?
Ora, vamos ao que realmente importa.
O que é, por obséquio?
domingo, 24 de novembro de 2013
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