terça-feira, 15 de maio de 2012
DUAS AVALIAÇÕES, UMA BICICLETA
Você vai vivendo...
Somam-se os dias e o tempo passou...
Não passou em vão...
Você carrega muitas experiências e tem certeza de que hoje você não é a mesma de ontem.
Alguma inteligência houve tempo de construir.
Como podem então dois eventos se unirem em torno de uma bicicleta?
Evento um: Há dois anos aconteceu uma avaliação de desempenho sofrível. Auto-estima em suspensão. Dúvida. Subestimação. Fraqueza. Falta de capacidade. Inadequação. Quase reprovação.
Evento dois: Convite para ministrar uma palestra. Um erro de coerência das pessoas de dois anos atrás. As mesmas.
Evento três: manhã, 14 de maio, trabalho. Refletir sobre avaliação. Como? A pergunta. Como foi quando andei de bicicleta a primeira vez?
Foi neste momento que me perdi num domingo, à tarde. Dia ensolarado. A rua em frente à casa e à escola eram o cenário. Pai e mãe no culto. Bicicleta. Que cor? De quem era? Alguém segurou. Eu fui. Seis anos. Pela rua alcancei os recém saídos da igreja sobre a bicicleta. Anunciei. Gritei? Não, eu não gritava. Eu podia estourar de felicidade. Era forte. Sabia a coisa. Competente andadora de bicicleta. Segura. Sem vacilar. Sem tombos. Nunca houve tombos. Para onde foram?
A pior pergunta que tive que me fazer esta semana é por que fui avaliada tão injustamente "má condutora de bicicleta" se agora eu sou boa palestrante?
Só lágrimas podiam denunciar meu sentimento. Só risos vão continuar se depreendendo desse episódio.
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