terça-feira, 24 de abril de 2012
Dor teria que doer
Estou diante dos minutos contados.
Tenho apenas trinta minutos para me lamentar.
O lamento inclui um fantasma, desses que não assumem rosto algum.
É constrangedor não haver dor real. Apenas uma insuportável dor de nada.
Uma dor sobre nada. Uma dor que ninguém quer. Que não pode ser dita.
Que não comove ninguém. Dessas que mascaram a beleza de tudo que nos cerca.
Tenho vergonha dessa dor. Por isso escrevo. Não consigo compartilhá-la
sem sentir um tremendo egoísmo. Ela parece tão sem sentido que mal
consigo achar forças para sobre ela escrever. Essa dor é tão fraca que só dói
de vez em quando intensamente. Até me flagro feliz. Mas, é só pensar que estou feliz
para a dor voltar. Essa dor é estranha! Essa dor é uma das "coisinhas".
*Quero dedicar este texto, pequeno em número de palavras; grande em significação, ao "touro"
sentado sobre nossas certezas.
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