Eu ainda vivo como se não fosse morrer.
... como se estivesse no controle,
... como se eu pudesse regular minha conduta com um simples, profundo e resoluto suspiro.
Ainda não me dei conta que criei um universo à parte, onde quem reina é meu eu absoluto.
Vivo ainda como se não houvesse travas, aí, na esquina, na cabeça das outras pessoas, nas músicas, nas casas, nos sonhos inquietos e ingênuos.
Abro uma série de possibilidades para dizer de uma vez por todas que sou uma grande idiota.
Sempre fui. Serei assim infinitamente: idiota, pelo sofrer, pelo quê sofro, pelo quê valorizo, pelo quê choro, pelo quê não percebo, pelo prazer e pela dor equivocada.
Por fora, uma imagem normal.
Por dentro, um grito aprisionado.

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