domingo, 30 de dezembro de 2012

DESEJOS PARA O ANO NOVO

Às vezes paramos, nem sempre sabedores dos motivos, de fazer aquilo que mais nos identifica conosco mesmos.
Este ano, que termina, foi assim. Nada de ideias, nada de determinação por escrever metodicamente.
Li algo no livro de Irvin D. Yalom que me deixou mais desgostosa comigo mesma do que já me encontrava antes de ler. Diz o autor em algum lugar  de "Mamãe e o sentido da vida" que, apesar de todas as suas outras densas ocupações, escrever era a coisa que ele mais perseguia.
Nem precisava dizer. Ainda que seu estilo americano, detalhado e inventivo me cause certo enfado, por pormenorizar demasiado uma situação, confesso que sua obra transparece exatamente isso. A despeito disso, é verdade, escrever exige a superação da preguiça.
Compramos um livro todo. Não podemos escolher as partes que, por ventura, interessar-nos-ão. Por isso, a exaustão do detalhamento faz parte do ofício, se queremos ser levados a sério.
Falando em levar a sério, preciso fazer isso por mim. Devo me encarar com mais responsabilidade e dedicação. Devo ser mais perseverante em me dar valor.  Devo me olhar com credibilidade e solidariedade. Devo me fazer mais perguntas. Dar-me caminhos novos para escrever.
Acordo e devo me dizer "observe". Traduza o mundo caótico e instigante em textos, em crônicas. Escreva, oh mulher negligente de si! 
Simples... são esses meus desejos para 2013.
Que venha o ano novo e me diga quando começou.

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